terça-feira, 22 de março de 2016


Vou inaugurar meu blog com uma breve análise de um trecho de um texto dissertativo.


Podemos afirmar que a prática  do aborto no país, é  consequência de relações sexuais de maneira errada, sem uso de camisinha, resultando em uma gravidez indesejada. Muitos casos são de jovens, pois quando engravidam optam por abortar o bebê, para não “correr risco” com sua família.

O texto em análise apresenta uma estratégia muito utilizada por escritores principiantes que serve apenas para “encher linguiça” ou mesmo para se ter um “apoio” ao se redigir o texto. Observe, bem no início do texto, a expressão “podemos afirmar que”. Ela não apresenta sentido algum, se for retirada, o texto continuará com sentido, e, com certeza, mais claro e mais objetivo.

Observe o texto sem essa expressão:

A prática  do aborto no país, é  consequência de relações sexuais de maneira errada, sem uso de camisinha, resultando em uma gravidez indesejada. Muitos casos são de jovens, pois quando engravidam optam por abortar o bebê, para não “correr risco” com sua família.

Outro erro bastante comum consiste no uso de vírgula após o sujeito No texto em questão, a vírgula após a palavra “país” está incorreta porque separa o sujeito “A prática do aborto no país” de seu verbo “é”.

Alem disso, esse texto poderia ser escrito de maneira mais clara, o que seria possível com uso de conectores, termos mais objetivos e com informações mais completas. Observe:

A prática do aborto no país, na maioria das vezes, é consequência de relações sexuais sem o uso de métodos contraceptivos eficientes, o que pode resultar em gravidez indesejada. A maior parte dos casos ocorre principalmente com jovens que, diante de uma gravidez, optam por abortar, devido ao receio da reação da família.