Vou inaugurar meu blog com uma
breve análise de um trecho de um texto dissertativo.
Podemos afirmar que a prática do
aborto no país, é consequência de
relações sexuais de maneira errada, sem uso de camisinha, resultando em uma
gravidez indesejada. Muitos casos são de jovens, pois quando engravidam optam por
abortar o bebê, para não “correr risco” com sua família.
O texto em análise apresenta uma
estratégia muito utilizada por escritores principiantes que serve apenas para “encher
linguiça” ou mesmo para se ter um “apoio” ao se redigir o texto. Observe, bem
no início do texto, a expressão “podemos afirmar que”. Ela não apresenta sentido
algum, se for retirada, o texto continuará com sentido, e, com certeza, mais
claro e mais objetivo.
Observe o texto sem essa
expressão:
A prática do aborto no país, é consequência de relações sexuais de maneira
errada, sem uso de camisinha, resultando em uma gravidez indesejada. Muitos
casos são de jovens, pois quando engravidam optam por abortar o bebê, para não “correr
risco” com sua família.
Outro erro bastante comum
consiste no uso de vírgula após o sujeito No texto em questão, a vírgula após a
palavra “país” está incorreta porque separa o sujeito “A prática do aborto no
país” de seu verbo “é”.
Alem disso, esse texto poderia
ser escrito de maneira mais clara, o que seria possível com uso de conectores,
termos mais objetivos e com informações mais completas. Observe:
A prática do aborto no país, na
maioria das vezes, é consequência de relações sexuais sem o uso de métodos
contraceptivos eficientes, o que pode resultar em gravidez indesejada. A maior
parte dos casos ocorre principalmente com jovens que, diante de uma gravidez,
optam por abortar, devido ao receio da reação da família.